Horror of Party Beach (1964)

It’s a giant protozoa!

Um filme de Del Tenney, escrito por Richard Hilliard, com John Scott, Alice Lyon e Allan Laurel. Trailer. Este filme encontra-se no domínio público.

Horror of Party Beach é um filme quase mítico na sua categoria. Auto-proclama-se “o primeiro musical de monstros” e promete “estranhos monstros atómicos que se alimentam de sangue humano!!!”, monstros esses que se tornaram um autêntico ícone entre os fãs de filmes de culto, provavelmente por serem uma criação bastante ridícula: um primo da Criatura da Lagoa Negra num bad hair day com a boca cheia de cachorros-quentes. Seria interessante ver alguém vestido assim no Carnaval… Estes monstros formaram-se a partir de esqueletos no fundo do mar que se tornaram mutantes mortos-vivos depois de entrarem em contacto com material tóxico que foi despejado no mar.

O filme começa numa festa de adolescentes na praia. Antes que aconteça seja o que for notamos num pormenor: todos os adolescentes na festa parecem um pouco… bem, um pouco velhos. A actriz principal podia perfeitamente fazer de mulher do actor que faz de seu pai neste filme, e o herói da fita está a ficar careca, problema muito comum entre rapazes de 17 anos.

A primeira vítima dos monstros é uma rapariga tola que decide ir nadar sozinha. A certa altura pára para descansar numas rochas, o monstro aparece e ela morre. Esta cena é uma desgraça. Está tudo muito mal enquadrado, com detalhes deixados “pendurados” num grande atabalhoamento, com uma grande barulheira a servir de banda sonora. Isto é recorrente ao longo do filme: todos os ataques são acompanhados pela cacofonia mais desajeitada que se possa imaginar.

Outra coisa recorrente – e irritante – são as partes “musicais”. Quando li “monster musical” pensei numa espécie de Little Shop of Horrors, mas o lado musical de Party Beach consiste em músicas ligeiras tocadas pela banda da festa. Sim, leram bem. O filme está entrecortado por números musicais da banda, que toca na praia e no bar da praia. Os membros da banda não fazem parte da história. É… Nem sequer há palavras para descrever isto.

Acho que foi tudo uma tentativa de prolongar o filme, já que a história em si é contada em mais ou menos meia hora. Assim sendo, o realizador decidiu incluir, para além da banda, sketches “cómicos” ao estilo Malucos do Riso protagonizados por personagens que nunca mais voltam a aparecer. As piadas vão desde o péssimo ao horrendo, e o resto do guião vai pelo mesmo caminho, com erros lógicos e científicos para dar e vender.

Os filmes de culto podem ser muito bons (Barbarella) ou muito maus (Basket Case). Mas este transcende a escala – é o fundo do poço, o pior dos piores, o maior desperdício de tempo e filme à face da Terra, péssimo até mesmo dentro dos padrões dos filmes B. Evitem qualquer contacto com Horror of Party Beach.

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