Barbarella (1968)

The password will be Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch.

Um filme de Roger Vadim, escrito pelo próprio e por Terry Southern, adaptado da banda desenhada de Jean-Claude Forest. Com Jane Fonda, John Phillip Law e David Hemmings. Trailer disponível aqui.

Mas que banda sonora! Começar um comentário a um filme B com elogios profusos à música é capaz de ser invulgar, mas neste caso não dá mesmo para começar por outro lado. A banda sonora de Barbarella é tão gira que parece de outro mundo. A sonoridade não podia ter vindo de nenhum outra década que não os psicadélicos anos 60. Às vezes é cacofónica, outras aparvalhada, mas sempre muito agradável a ouvidos destemidos. Bom trabalho, Bob Crewe e Charles Fox!

Esta maravilha sonora acompanha as aventuras de Barbarella, enviada pelo Presidente da Terra numa missão de resgate. Na sua busca por Durand Durand (o nome é capaz de vos ser familiar), Barbarella encontra vários perigos e inimigos, e também alguns amigos, entre os quais Pygar, o anjo cego que já não sabe voar.

Barbarella é um clássico dos filmes B. É um filme de culto e com boa razão, porque Barbarella ou se adora ou se odeia. (Não) surpreendemente, há mais gente a odiá-lo do que a proclamá-lo como obra-prima. A própria Jane Fonda diz que fez outros papéis muito mais interessantes que Barbarella. É verdade, ainda que rapazes pubescentes queiram discordar — quantos filmes de Jane Fonda começam com um strip em gravidade zero? Barbarella é bem capaz de ser o único.

Se parece então que este é um daqueles filmes em que a criatividade foi toda investida em novas formas de mudar a roupa de Jane Fonda de um vestido curto para um fato justo, então não se está muito longe da verdade. E como low budget que é temos ainda direito aos pequenos artifícios revelados no ecrã, como a máquina de fumo visível ou o estranho aparelho escondido nas asas de Pygar durante os seus voos. Mas a graça de Barbarella é ser um filme que não se leva a sério. É divertido, educativo (porque se aprende a palavra Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch) e cheio de homenagens (vejam-me aqueles pássaros), tudo à volta de uma mulher emancipada, Barbarella, rainha da galáxia.

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Diz-se por aí que há planos para um remake de Barbarella. Estou a cruzar os dedos para que nunca se concretize, mas se tudo correr mal e a ideia for para a frente, quem gostariam de ver na pele de Barbarella?

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Uma resposta to “Barbarella (1968)”

  1. Nothingman Says:

    Scarlett Johansson… 😛

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