A maior aventura de Simbad!
Um filme de Sam Wanamaker, escrito por Beverley Cross, com Patrick Wayne, Jane Seymour e Margaret Whiting.
Simbad e o Olho do Tigre é uma pequena pérola dos anos 70. No campo das aventuras há poucas mais fantásticas que esta – com telepatia, bruxaria, tigres dente-de-sabre, minotauros robóticos e trogloditas já incluídos.
Tudo começa quando Simbad atraca em Charak, cidade da sua amada princesa Farah, e se inteira da situação caótica em que a cidade está mergulhada. Depois de sobreviver a uma tentativa de assassinato e ao ataque de monstros infernais, Simbad decide começar uma nova viagem em busca de algo que possa ajudar o pobre príncipe Kassim, que se encontra reduzido à condição de babuíno graças às bruxarias de Zenobia.
Comecemos por falar desse extraordinário babuíno. Felizmente não é usado um animal verdadeiro, mas sim uma recriação artificial, animada em stop-motion. O efeito é impressionante. Está longe de ser uma ilusão perfeita, como as imagens geradas por computador de hoje em dia, mas não deixa de ser bastante satisfatória. Há imensas outras criaturas nesta aventura de Simbad, todas elas bem mais excepcionais que um simples babuíno, e todas elas muito bem animadas, especialmente se tivermos em conta a altura em que o filme foi feito, e estivermos por isso dispostos a perdoar alguns pormenores pitorescos, como o facto de o grande tigre dente-de-sabre ser feito de peluche.
Ou talvez o peluche seja antes um factor positivo. As cenas de acção são bastante envolventes, mas diferem em pouco daquilo que qualquer miúdo de sete anos recria no seu quarto com dois brinquedos. Eye of the Tiger é bastante genuíno nesta imitação do imaginário infantil e não tem medo de ser exuberante nas suas criações, quase estapafúrdio até, no desenvolvimento da aventura de Simbad. Quando pensamos que nada mais surpreendente pode acontecer aos nossos heróis, zás! aparece uma morsa gigante! Ou um mosquito gigante e maquiavélico! Ou, melhor ainda, um troglodita cavalheiro!
É fácil imaginar o quanto Cross e Wanamaker se devem ter divertido a arquitectar tudo isto. Não há limitações do real ou da lógica, apenas da imaginação, e o resultado é uma estupenda aventura, surpreendente e brincalhona. Simbad and the Eye of the Tiger vê-se como um jogo de faz-de-conta, uma brincadeira de miúdos, um reviver da infância. É nada mais nada menos que uma fantasia intrépida, repleta de magia e monstros fantásticos. Resumindo, é o filme perfeito para qualquer criança, seja qual for a idade.
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