Arquivos para a Categoria ‘1 Rato na Cave’

Basket Case (1982)

16 Fevereiro, 2008

What’s in the basket?

Um rapaz anda sempre com um cesto para todo o lado. O que é que está lá dentro? É o irmão siamês deformado, mutante e sedento de sangue e vingança. Se isto vos parece estúpido é porque é mesmo.
Trailer aqui, e outro pior aqui.

Ficha Técnica: De Frank Henenlotter, escrito pelo próprio, com Kevin Van Hentenryck e Terri Susan Smith.

Shock! Horror! Suspense!: Ah ah ah! Não. Há uma cena bastante perturbadora em que uma velhota lê uma história com o mutante ao colo, mas sem contar com essa, este terror é mais para rir que outra coisa. Ah, filmes B.

Aplausos: Eu não tenho grande vontade de bater palmas a nada neste filme, mas aposto que Basket Case fez e continua a fazer as delícias dos amantes dos maus filmes de terror.

Queixas: Tudo? Ou nada, depende do ponto de vista.
A história é absurda, o monstro é ridículo e tem um gene de homem-aranha muito pouco plausível, há nudez absolutamente gratuita e descarada (o filme passa-se naquela b-dimensão em que todas as mulheres dormem nuas), as mortes são do mais inverosímil possível, o final é simplesmente horrendo, e o elenco é composto pelos piores actores disponíveis na altura. Mas tirando isto o filme é decente. Bem, quase decente. Ok, na verdade continua a ser uma porcaria. Não há salvação possível.

Comentário final: Basket Case é um filme de culto, e percebe-se bem porquê. É que fazer pior que isto era mesmo muito difícil. No mundo dos filmes de terror foleiros, Basket Case é rei.

Creep (2004)

16 Fevereiro, 2008

Did you kill the driver?

Sangue, ratos e um monstro no metro de Londres. Corre, Lola personagem principal, corre.
Trailer aqui.

Ficha Técnica: De Christopher Smith, escrito pelo próprio, com Franka Potente.

Se há coisa que eu detesto é filmes que começam muito bem e depois a certa altura decidem que antes querem ser maus filmes. É precisamente isto que acontece com Creep. A ideia é boa: uma mulher presa no metro com qualquer coisa não muito amigável. Isto tem imenso potencial: potencial desaproveitado.

A minha teoria é que o realizador a meio da rodagem caiu da cadeira, bateu com a cabeça, e quando acordou estava com umas ideias estranhas. Por exemplo, achou que era bom ter um vilão que não se detém quando leva com um salto alto no olho. E achou também que ninguém se ia importar se a história não fizesse sentido nenhum. Caneco, é um filme de terror, acham que alguém se vai importar se passarem (e pararem) comboios sem condutor numa estação fechada? E será que alguém se vai importar se as pessoas não repararem que há sangue por todos os lados? Ou se houver uma sala de operações de aspecto duvidoso no meio de uma estação do metro de Londres? Nah. Que ideia.

A primeira metade do filme até não está mal. Consegue gerar tensão e nervosismo no espectador através de uns quantos truques jeitosos, como por exemplo os movimentos do monstro no background desfocado. Mas a partir do momento em que somos confrontados com o “monstro” vai tudo pelo cano abaixo. As personagens fazem as coisas mais estúpidas do mundo (pelo menos tentem matar o monstro quando têm oportunidade e não se ponham à frente de janelas abertas quando sabem perfeitamente que ele está lá fora), o monstro é invencível (digo-vos que lhe espetam um gancho enorme no pescoço e ele não morre – isto já depois da história do salto alto no olho), e não há uma única coisa que faça sentido na história. Não me incomoda que não expliquem as origens do mau, mas quero um mínimo de explicação para as coisas que acontecem durante o filme!

Ao que parece, a lógica e a inteligência não são relevantes num filme de terror desde que haja sangue. Pft. Assim se arruína um filme que até tinha pernas para andar.